Monday, November 16, 2009

Thailand, Chinag Mai, parte 2

Começámos a fazer contas ao tempo e chegámos à conclusão que ficámos demasiado tempo a descansar no sul, por isso, hoje decidimos ser turistas. Inscrevemo-nos numa excursão para fazer uma série de programas completamente turísticos, mas que são quase obrigatórios por estas zonas e claro, conhecer novas pessoas que viajam pelo mundo fora como nós.
O nosso transporte deixou-nos num acampamento de elefantes para assistirmos ao espectáculo destes animais de peso.
Fez alguma pena ver os elefantes a desempenharem números de circo; sentam-se que nem uns budhas, brincam com o hoola-hoop, dançam, pintam quadros (sim, é verdade) e pedem umas notas no fim de cada espectáculo.
Na verdade, esta deve ser uma das poucas formas de manter os elefantes cuidados, mas não deixámos de sentir alguma pena de ver aquelas performances.



Após o espectáculo, fomos dar um passeio de 1h de elefante. Aqui, a sensação de culpa ou peso de consciência por estarmos a abusar dos pobres animais, subiu consideravelmente. A nossa sorte foi que o nosso elefantes era um dos mais fortes, mais rápidos e mais ágeis a passar os rios com corrente, subir trilhos no meio da floresta e claro, também o mais rápido a pedir bananas!
O nosso guia levava um espeto na mão, tipo foice pequena, para espicaçar o elefante quando atrasava o passo, mas na verdade, ele usava mais o instrumento de precisão para palitar os dentes, o que foi de alguma forma mais tranquilizador!
Depois do almoço fomos fazer "Bamboo rafting", passear no rio numa jangada feita de bamboo. Claro que começámos a imaginar a jangada no meio do Atlântico por aí à deriva, não deve ser nada simpático...Mas enfim, estávamos num rio bastante parado, com 2 remadores e meio; um à frente a impulsionar, outro atrás a dirigir e meio (o Cylon) a fazer companhia.
Escusado será dizer que a sede entrou e houve o momento da cervejinha a meio-rio.

Mais tarde fomos ver uma aldeia de uma tribo meia birmanesa, chamada "long necks".
Esta aldeia vive de turistas como nós. Vendem lenços, acessórios de vários metais e roupa, em troca de uma fotografia.
É inevitável não apontarmos as câmaras, os adereços que as nativas desta tribo usam são muito fotogénicos.




Estes colares chegam a pesar 4kg de cobre, uma barbaridade. Dizem que começáram a colocar este "acessório" para se defenderem dos tigres e que a tradição continuou até aos dias de hoje. Na verdade achamos que só têm estes colares porque recebem mais $$$ dos turistas que a dar no duro sem o metal.
Para nós, a melhor parte do dia foi sem dúvida o networking que fizémos, conhecêmos a Christine e a Destiny, 2 havaianas da nossa idade, muito simpáticas e conhecedoras da Nova Zelândia. Deram-nos umas boas dicas a não perder quando lá estivermos daqui a 3 semanas.
Conhecêmos também uma casal de portugueses (os primeiros na viagem!!!), a Maria José e o Eduardo que vivem na Austrália desde muito pequenos, há uns 40 anos mais ou menos. Eles, além de muito simpáticos, são muito viajados pela Austrália e também nos deram as dicas mais acertivas sobre a viagem que vamos fazer para a semana.
Apetecia que o dia esticasse para podermos absorver todas estas experiências que as pessoas que vamos encontrando pelo caminho nos podem oferecer.
O dia acabou convidados a jantar com 2 porto riquenhos que conhecêmos no nosso hotel, o David e o Ricardo. Estavam a rematar uma viagem de negócios neste cantinho da Tailândia e fizeram questão de transmitir o calor que aquele país em para oferecer. Que conversa boa e que novas aventuras ouvimos. Foi sem dúvida um acréscimo à nossa viagem conhecer estas pessoas de culturas diferentes da nossa e que nos obrigam a ver as coisas de outra perspectiva.

Sunday, November 15, 2009

Thailand, Chiang Mai, parte 1

Hoje a Tailândia mostrou-se um país mais autêntico, mais genuíno, mais simpático, mais colorido, mais sorridente!

Em Chiang Mai, alugámos uma mota e fomos directos a um templo chamado Doi Suthep no alto da montanha. Dizem que só se vai a Chiang Mai se se visitar o templo e se se tocar o sino, se não se fizer esse ritual, é como se nunca se tivesse estado em C. Mai.
Depois de meia hora a subir a montanha, lá chegámos à porta do templo; 304 degraus esperavam-nos...

Por aqui vagueava um grupo de crianças vestidas a rigor a captar a curiosidade dos turistas a pedir umas moedas em troca de umas fotografias. Estavam a ajudar-nos a subir as escadas mais levezinhos, claro!
O objectivo foi alcançado. Agora não há dúvida que estivémos em C. Mai!
Neste templos, tudo é banhado a ouro, os budas são de esmeraldas e os turistas são completamente devotos. 90% dos visitantes acendem um incenso, queimam uma vela e vão pedir uma benção aos monges.



Seguimos caminho em direcção ao topo da montanha deixando as excursões para trás. O tempo começou a arrefecer, os caminhos a estreitarem e a nossa curiosidade a aumentar.
Passado algum tempo entre caminhos estreitos, estranhos, íngremes e solitários, chegámos a uma vila perdida na selva. (Confesso que já não me sentia à vontade, mas o orgulho obrigou-me a continuar viagem).
Aqui planta-se e serve-se café com a floresta densa sobre os nossos pés. O café não era nada de especial, mas valeu a interacção com a indígena local.


Seguimos caminho e desta vez fomos dar a uma vila de tribos bem mais povoada. Aqui vende-se tudo produzido pelos habitantes locais, desde roupa, pratas, pedras preciosas, fruta, legumes e claro, museu do ópio. Antes viviam da produção de papoilas, agora, mostram apenas um jardins mais cuidados e com as papoilas escondidas nas traseiras.
Esta vila estava cheia de crianças, todas elas com ar feliz. Umas aproveitavam para se refrescarem numa "piscina" natural, outras sorriam para as objectivas.


Decidimos voltar para a cidade, desta vez desbravámos a selva a descer com as vistas a acompanharem sempre o nosso caminho.
Hoje foi dia de Sunday Market em Chiang Mai, evento obrigatório segundo todos os guias que lemos.
À medida que percorremos as ruas do mercado, visitámos também os templos mais antigos da cidade, uns grandes e outros pequenos, mas todos de portas abertas aos visitantes mais devotos ou mesmo mais curiosos. A luz ténue reflectia o dourado dos templos e criava sem dúvida uma atmosfera bem misteriosa.
De qualquer maneira, tentámos que a máquina captasse o envolvimento desta luz que não nos deixava sair.

Além do tom dourado perto dos templos, as ruas cheias do mercado estavam salpicadas de cores fortes, cheiros e sabores.
Aqui, além de se poder comprar todo o tipo de souvenires, que por falta de espaço não nos passa pela cabeça comprar, pode-se experimentar todo o tipo de comida mais exótica, fruta fresca e beber um copo nos bares que ladeam as ruas.
Tudo isto num ambiente tão simpático como relaxado.
Aqui não temos os tailandeses dos locais mais turísticos a impingirem-nos coisas como em Bangkok ou mesmo no sul. Encontramos sorrisos e descontração em cada pessoa que encontramos. Mesmo um bom astral!



Deu para experimentar algumas iguarias, umas mais estranhas que outras, mas nenhuma estava crua ou viva como no Japão.

Amanhã vamos um pouco mais a norte visitar mais umas tribos locais.

Saturday, November 14, 2009

Thailand, Krabi, Paradise 2

A total inactividade continuou até ao último minuto.
Estivemos mesmo bem neste resort, sempre com a máxima atenção do staff, uma vez que eramos os únicos hóspedes aqui.
Nada falhou e carregámos mesmo as baterias, eu diria que demasiado. Agora entrar no ritmo novamente vai custar um pouco, mas tem de ser!

Preparámo-nos para apanhar o primeiro transporte de regresso e desta vez para o aeroporto. A mota-taxi estava à nossa espera já a aquecer os motores para nos levar ao ferry.

Claro que também desta vez nos impingiram uma mota-taxi alternativa para o nosso destino, mas achámos que sendo sidecar, as malas não iriam tão bem acondicionadas.

O ferry desta vez estava bem carregadinho. Pena a viagem ter sido curta, porque foi sem dúvida um momento de grande confraternização.
O taxi que nos levou ao aeroporto, combinado com o hotel, era um luxo asiático; bancos rebatíveis, estofos forrados a veludo encarnado, LCD de 25", colunas de som com base em mogno, mini-bar, jornais e revistas.
Mas enfim, lá chegámos ao aeroporto de Krabi e umas horas depois lá chegámos a Chiang Mai, onde vamos fazer trekking.

Resposta Quiz 1

É verdade, não houve nenhum dia que a Singha Beer não estivesse presente nas últimas horas de sol.
Parabéns ao Álvaro e Ingrid que acertaram em cheio! A ingrid foi mais acertiva que incluiu o meu coquito bem gelado...
Aos vencedores, pede-se que nos enviem a morada por email para fazermos o envio do prémio.

Novos desafios virão...

Friday, November 13, 2009

Quiz 1

Desafiamos a todos os nossos leitores a participarem neste Quiz em troca de uma surpresa.

Qual a marca da bebida que tem acompanhado estes pores-de-sol?

Thursday, November 12, 2009

Thailand, Krabi, paradise 1

O dia de ontem foi um pouco cansativo, correr ilhas umas atrás das outras, a fazer snorkeling com água a 30ºC, como podem imaginar, estávamos desfeitos.
Assim, decidimos mudar de hotel um pouco mais recatado e afastado da confusão para relaxar um pouco mais.
Para isso foi preciso apanhar um taxi, um ferry e uma mota-taxi. Foi bastante complicado negociar o ferry, mas por fim lá conseguimos um preço positivo para ambas as partes; 2,00€.
Mas claro, as malas teve que ser o Cylon a carregar, nem serviço de bagageiro tinha.

Quando chegámos ao porto de desembarque, deparámo-nos com este cenário, hora de ponta de ferry's que quase não tínhamos lugar para o nosso.

Agora só faltava a 3ª parte do nosso transporte, a mota-taxi. Mas enquanto esperávamos não faltavam pessoas a oferecer-nos boleia até ao nosso destino, cobrando, claro.
Quando finalmente chegou a mota-taxi, demorámos 30min. para percorrer 10km, dado o estado da auto-estrada local. De qualquer maneira, foi uma viagem agradável!

Chegámos ao nosso resort, sim, aqui excedemos o nosso target de hotel, e deparámo-nos com o verdadeiro paraíso.
Este resort chamado Islanda Village está à beira-praia com uma piscina de sonho a dar para o mar.
O nosso bungallow, chamado Sea Pearl (todos têm nomes de objectos/animais do mar) tem um terraço com vista para o jardim que acaba no mar, um show. A casa-de-banho é no exterior para se poder conviver com a natureza no seu máximo esplendor.

Aqui vão mais algumas fotos da nossa cansativa tarde neste pequeno pedaço de paraíso.