Saturday, November 21, 2009

Goooooodmorning Vietnam!

Finalmente chegámos ao Vietnam, a Ho Chi Minh City (HCMC), à nossa última paragem na Ásia.
Esta cidade tem 8 milhões de habitantes e 3,5 milhões de motas a andar de um lado para o outro tipo mosquitos e a apitar sempre que podem. O barulho aqui é infernal e a confusão é total.

A nossa primeira experiência aqui nesta cidade, foi tentar atravessar uma rua na passadeira. 5 minutos depois continuávamos no mesmo sítio. Lá percebemos que o importante é tomar uma atitude e para se conseguir atravessar uma rua, basta atirarmo-nos para a frente das milhares de motas e elas naturalmente desviam-se de nós. Tão simples quanto isto.

Uns cruzamentos depois, lá chegámos ao museu da guerra. Encontrámos um espaço velho, desarrumado, bastante caótico, mas com excelentes e duras fotografias da guerra. Cá fora, entre os carros estacionados, estavam os aviõezinhos em exposição.
Mais uma vez, fomos convidados a apadrinhar um casamento, desta vez Vietnamita. Os noivos não conseguiram conter a felicidade de nos ver.

No dia seguinte juntámo-nos a um dos tours mais requisitados por estas zonas, desbravar o Delta do Rio Mekong. Este rio vem da China passando pela Tailândia, Laos, Cambodja e por fim Vietname.
Pelo pouco que conhecemos hoje, deu para ver a importância deste rio e a quantidade de pessoas que dele dependem.
Até agora desbravámos uns canais, amanhã mais aventuras virão.






Goodbye Cambodia

Sempre que nos despedimos de um país, fazemos questão de jantar um bocadinho melhor, no Cambodja "investimos" num churrasco.
Este jantar aínda se tornou melhor porque reencontrámos uns amigos brasileiros, a Daniela e o Maurício, que conhecêmos em Chiang Mai. Este mundo é mesmo pequeno e o jantar tornou os nossos países aínda mais próximos.
Com estas novas amizades planeamos sempre mais uma viagem ao país de cada um, talvez para o ano, ou para o outro...

Na manhã seguinte agarrámos no nosso tuk-tuk (este aéreo) e voámos em direcção a Ho Chi Minh City, mais conhecido por Saigão.
A vista da Floating Village do ar é qualquer coisa de inacreditável. Lá em baixo vê-se as casas na água sem qualquer acesso terrestre.
Esta imagem não é nossa, tirámos da net, mas este foi sem dúvida a vista que vimos lá de cima.

Thursday, November 19, 2009

Cambodia, Siem Reap, Solidariedade

Decidimos prolongar a nossa estadia neste lugar tão envolvente. Siem Reap é uma cidadezinha arrumada e preparada para receber turistas, sem ter coisas demasiado turísticas. Podíamos estar numa vila do nordeste brasileiro com restaurantes com muito bom ambiente. A diferença é que o povo aqui é bastante mais pobre, mas muito trabalhador.
De manhã fomos visitar um espaço chamado "Artisans de Angkor". Aqui faz-se todo o tipo de artesanato perfeito, mas principalmente sedas. Esta instituição acolhe mulheres orfãs e ensina este tipo de ofícios. No fim, pode-se comprar o que se quiser. Nós, comprámos um lenço de seda.
Pudemos ver todo o processo de fazer a seda, desde os bichos aos casulos. Aprendemos que cada casulo tem à volta de 400 metros de fio de seda. Incrível.


Uma coisa engraçada que vimos já na estrada, foi as bombas de gasolina e as suas respectivas lojas de conveniência. A gasolina aqui está armazenada em garrafas de todo o tipo de bebidas.

Depois do almoço fomos ver a vila flutuante. Esta vila captou-nos logo a atenção porque a vimos do ar quando estávamos a chegar a Siem Reap.
Ao chegar reparámos na pobreza crescente que nos impressionou.

Fomos dar uma volta de barco para conhecermos a vila no seu esplendor. No barco, fomos conduzidos por umas crianças que nos explicaram o difícil que é viver nesta vila. Aqui vivem 4000 pessoas, cada mulher tem à volta de 7 filhos e muitas delas morrem a tê-los, uma vez que não costumam ir ao hospital para os ter. Todas as crianças têm de trabalhar antes de irem para a escola para terem dinheiro para comprar livros e material escolar.




A igreja flutuante e casa do povo. Foi o único espaço católico que vimos desde que saímos de Portugal...
As crianças vieram ter connosco para nos venderem coisas, tudo a 1 dóllar. Lógico que não resistimos em ajudar. O lanche foi bananas e Coca-Colas para toda a tripulação. (À falta de Singha...)


O nosso guia estuda de manhã, trabalha à tarde nos barcos e estuda inglês à noite. O sonho dele é tirar um curso para ganhar dinheiro e um dia dar a volta ao mundo!


Os crocodilos foi só para turista ver, mas estavam bem integrados neste ambiente...
Passámos pela escola e não resistimos em oferecer cadernos e lápis aos alunos que nos receberam da melhor maneira, depois de termos interrompido a aula.



No meio desta pobreza não vimos fome nem tristeza. Foi mesmo importante termos vindo aqui.

Cambodia, Angkor, Personagens

Durante o dia fomos envolvidos por vários momentos mais típicos daqui, como apadrinhar outro casamento!


Os budhas continuam a colorir as nossas fotorafias...


Cambodia, Angkor, Breathtaking

Saímos da Tailândia com muita vontade de ficar lá mais uns dias a explorar o Norte. Mas o calendário apertado obrigou-nos a entrar no avião em direcção ao Cambodja, Siem Reap.

Esta pequena cidade, está a uns curtos kilómetros de Angkor, templos considerados Património da Humanidade.

Na manhã seguinte acordámos às 4.30h da manhã para irmos ver o nascer-do-sol em Angkor. Não sabíamos bem o que nos esperava, mas lá fomos no nosso tuk-tuk às escuras entre a floresta fechada e o frio matinal.

Seguimos as luzes e lá nos sentámos na borda de uma pântano à espera do acontecimento. A luz começou a aparecer e nós começámos a ficar sem respiração. Que momento mais imponente de ver o dia a nascer por trás de um monumento tão "monumental" e de uma grandiosidade tão impressionante. Este templo, Angkor Wat, um dos mais conhecidos, elevava-se à medida que a luz ia aclarando.
O dia, meio encoberto, não contribuiu para a espectacularidade do momento, mas mesmo assim, fomos apanhados de surpresa nesta beleza incrível.

Foi sem dúvida a coisa mais bonita que vimos até hoje na nossa vida.




Depois de um pequeno-almoço no hotel, voltámos à acção nos templos, desta vez com um guia.
O nosso guia, bastante simpático, faláva num inglês tão fluente que nós só percebíamos um 10% e era porque pedíamos muitas vezes para repetir a explicação. Claro que passado um pouco, começámos a dizer que sim e desistimos de tentar perceber alguma coisa.
Os templos estão dentro de cidades ladeadas por lagos artificiais em formas quadradas. É incrível pensar que no início do Séc.X tinham tanta preocupação estética urbanística. Aqui não vivía ninguém, era apenas espaços com templos para poderem rezar.
Chegámos a Angkor Thom, outra cidade de templos com uma porta de entrada espectacular. Aqui, todos os templos têem caras a olhar para os 4 pontos cardinais e esta entrada não é excepção. A ladear esta "avenida", há caras de anjos de um lado e demónios do outro.



Partimos para outra cidade de templos, Ta Prohm. Estes mais conhecidos pelo filme "Tomb Raider".
Aqui, os templos foram abandonádos por uns anos e a floresta tomou posse das "pedrinhas". As árvores têm tal vida que se apoderam de tudo que encontram, até de outras árvores que vão abraçando até as estrangularem.
Isto é um problema porque estão a destruir os templos desta cidade, mas a verdade é que torna o espaço totalmente cénico e inesquecível.





Depois de vermos vários templos grandes e pequenos, uns mais destruídos que outros, fomos para outro templo que está no alto do monte.
Daqui pode-se ver Angkor Wat a ser iluminado pelo pôr-do-sol. Este momento é uma atracção turística (não sabemos bem porquê), onde se junta toda a gente para ver os últimos raios de sol a dourar os monumentos.