Chegámos ontem pela noite e surpresa a nossa, percebemos que em Hiroshima não há metro, só autocarros e eléctricos, logo, uma deslocação bastante fácil pela cidade.
Lá encontrámos o nosso hotel, e pela primeira vez sem grande dificuldade, o que foi bom!
Como o jet-lag ainda está a fazer das suas, fomos jantar ao primeiro restaurante mais típico ao pé do nosso hotel, o cansaço não nos deixou ir mais longe.
Deparámo-nos com o mais típico de Hiroshima, chapa tipo tepanyaki, onde cozinham/fritam/grelham/cozem tudo o que se quiser. O Chef a querer agradar com o seu japonês fluente, preparou-nos umas batatas com bacon e queijo gratinado, ainda conseguimos que não pusesse a mayonese por cima! Sem saber o que mais nos esperava, chegou-nos um prato com um bife frito com alho cortado aos bocados e uma sopa de frango...Enfim...
Às 5h da manhã já estávamos bem acordados, visto estarmos a dormir no 19º andar, ainda deu para ver bem o dia a nascer sobre a cidade. Só quero ver como vai ser esta noite…
Hiroshima é uma cidade relativamente feia, cheia de bares de origem duvidosa, excepto a zona histórica que é bastante moderna, mas fora isso, não há nada de especial para se ver.
O Hotel emprestou-nos umas bicicletas eléctricas novinhas em folha (não queremos outra coisa, chega de esforçar para pedalar!) e partimos para o centro a destruição da bomba atómica.
Por um triste motivo, Hiroshima não precisa de apresentações, mas é sem dúvida um centro de atracção turística, mesmo que invulgar.
A cidade ficou totalmente destruída, excepto 10% dos edifícios num raio de 3km que mantiveram algumas paredes em pé, de resto foi tudo ao “ar”. O que ficou da “antiga” cidade é mesmo arrepiante.
(Foto tirado logo após à Bomba...Dá para ver o estado degradante que ficou a cidade. Esta era a antiga casa de "fomento da Indústria", uma das poucas que ficou com algumas paredes em pé, agora património da Unesco)

(Aqui foi o hipocentro da bomba, onde a bomba explodiu)
(Este monumento é a Chama da Paz, qual só será apagada quando todas as armas nucleares tiverem sido banidas da terra)
Ao ver os destroços, começamos a questionar o porquê das guerras. Independentemente das razões políticas, faz impressão ver consequências tão profundas como as da bomba atómica. Ainda nos dias de hoje há pessoas a sofrer resultados desse ataque.
Visitámos destroços, memoriais e o museu que nos tocaram com as suas imagens impressionantes.
A Little Boy (bomba) matou pessoas, cerca de 200.000, destruiu edifícios, derreteu metal e vidros, queimou tecidos, e tudo que encontrou. Tivemos a oportunidade de ver todo o tipo de destroços, inclusive vários relógios que marcam 8.15h, hora em que a bomba caiu.

Um dos monumentos, é uma homenagem a uma rapariga que tinha 2 anos no dia do ataque.
Aos 12 anos, Sadako estava a morrer de leucemia devido às radiações que tinha levado 10 anos antes. Ela achava que se fizesse 1000 pássaros de papel origami recuperava da doença. Sadako não sobreviveu, mas a sua história é conhecida e o memorial está sempre enfeitado com os pássaros de papel enviados por escolas de todo o Japão.
Em todos os textos que lemos sobre este assunto, nunca mencionaram numa relação de ódio para com os americanos, isso também faz-nos pensar…
A cidade ficou totalmente destruída, excepto 10% dos edifícios num raio de 3km que mantiveram algumas paredes em pé, de resto foi tudo ao “ar”. O que ficou da “antiga” cidade é mesmo arrepiante.
Visitámos destroços, memoriais e o museu que nos tocaram com as suas imagens impressionantes.
A Little Boy (bomba) matou pessoas, cerca de 200.000, destruiu edifícios, derreteu metal e vidros, queimou tecidos, e tudo que encontrou. Tivemos a oportunidade de ver todo o tipo de destroços, inclusive vários relógios que marcam 8.15h, hora em que a bomba caiu.
Aos 12 anos, Sadako estava a morrer de leucemia devido às radiações que tinha levado 10 anos antes. Ela achava que se fizesse 1000 pássaros de papel origami recuperava da doença. Sadako não sobreviveu, mas a sua história é conhecida e o memorial está sempre enfeitado com os pássaros de papel enviados por escolas de todo o Japão.
Mas nem tudo foi tristeza no dia de hoje, as nossas bicicletas levaram-nos a dar uma volta bem simpática pela cidade depois de uns momentos de reflexão sentados à beira-rio.
Assistimos e apadrinhámos um casal que se ia casar hoje. Não sei se o traje era o mais típico, mas ficou registado para sempre. Eles também fizeram questão de tirar uma fotografia connosco para ficar no álbum deles. Um show!
Deixámos Hiroshima para trás e agora vamos que nem uma bala para Osaka.
Assistimos e apadrinhámos um casal que se ia casar hoje. Não sei se o traje era o mais típico, mas ficou registado para sempre. Eles também fizeram questão de tirar uma fotografia connosco para ficar no álbum deles. Um show!