Monday, December 14, 2009

New Zealand, 12 de Dezembro

Na primeira vez que estivemos em Auckland, quando aterrámos na Nova Zelândia, programámos fazer uma regata nos America's Cup antigos. Mas uma vez que a nossa lente da máquina fotográfica começou a dar sinais de uma morte anunciada, decidimos aplicar o dinheiro da regata numa lente. Ainda não chegámos à conclusão se fizémos um bom negócio ou não...

Ultrapassado esse obstáculo, decidimos alugar uma mota para vermos a cidade. O motociclo, 50cc, de marca branca, feito na China e desfazia-se por todos os lados. Foi sem dúvida uma aventura!
Mas enfim, a nossa volta levou-nos a Mission Bay; zona de praia com mega casas a dar para as baías e para a cidade de Auckland.

O centro de Auckland é pequeno com umas poucas dezenas de edifícios modernos e uma rua com algum comércio, de resto, pouco há para fazer senão passear pela marina.

Tivémos a sorte de coincidirmos com a inauguração da exposição ao Sir Peter Blake no Museu Maritimo.
Aqui estava exposta todas as suas conquistas, travessias, aventuras e até alguns dos barcos miticos em que ele velejou. Mal entrámos sentimos um arrepio...
A visita acabou com a tão famosa taça, foi só pena não termos conseguido tocar nela. Talvez um dia!
Acabado a 1ª metade da nossa volta ao mundo, fisicamente e temporalmente, fizémos as malas e preparámo-nos para a 2ª parte. Já vivemos tantas coisas diferentes até agora que ficamos na expectativa de saber o que ainda há para ver.

Sunday, December 13, 2009

New Zealand, Glaciares e outros Gelos

À medida que nos fomos aproximando dos glaciares, o tempo foi piorando, chuva, vento e nevoeiro acompanharam-nos durante toda a viagem envolvendo as montanhas de uma forma misteriosa.
O glaciar Fox, o mais pequeno, estava sem acessos devido à subida do rio que inundou e fechou as estradas. Assim passámos a tarde num agradável café a admirar a chuva e os campos verdes desta região.

Na manhã seguinte fomos ao glaciar Franz Josef, o maior e mais carismático.
O tempo continuava bastante carregado, mas depois de tantos kilómetros, fomos lá ver o glaciar. Não tivémos qualquer hipótese de prolongar a nossa estadia aqui para podermos subir ao glaciar com bom tempo, por isso tivémos que fazer umas caminhadas até encontrarmos o sítio perfeito para tirarmos umas fotografias.
Passámos por caminhos estreitos entre floresta densa quase tropical, por pontes de madeira sobre rios cheios de água glaciar a querer fugir para o mar. Mas a surpresa veio; o tempo começou a abrir timidamente e deixou-nos vislumbrar ao fundo a ponta do glaciar. Uma emoção!
Rapidamente metemo-nos por outro caminho para tentarmos chegar mais perto deste glaciar imponente e majestoso. Calculamos que a frente tenha uns 150 metros de altura, uma parede de gelo densa manchada pelas derrocadas das montanhas que a ladeam.
Seguimos caminho em direcção à costa Este e mesmo assim a chuva tornou-se a nossa companheira de viagem, não nos largou um segundo.
Ao fim do dia chegámos ao Parque Natural de Arthur's Pass e à vila que partilha o mesmo nome.
Aqui encontrámos 6 casas, das quais 2 cafés já fechados, um hostel e um albergue de avalanches. E foi neste último que decidimos ficar!
"Fundeámos" a nossa Queenie (a autocaravana) por debaixo de umas árvores num cantinho quase romântico e decidimos passar aqui a noite. Grelhámos umas salsichas (que comprámos na nossa primeira ida ao supermercado, no "just in case") e fizémos um arroz quente que nos ajudou a aguentar o frio enquanto jantávamos no albergue gelado. Mesmo assim, foi bem bom!
Depois da noite passada com a natureza, fomos de manhã ver as cascatas na montanha.

O trekking fez-se lentamente devido à altitude a que estávamos (tudo menos assumir a baixa forma física!), mas deu para disfrutarmos o caminho pela floresta que nos cobria da chuva.
À medida que nos iamos aproximando, além do som da água a bater ser cada vez mais forte, o spray foi-nos envolvendo juntamente com as árvores seculares. Chegámos ao topo e sentimos a força desta queda.
Depois desta molha, fizémo-nos à estrada em direcção a Christchurch onde iríamos entregar a nossa Queenie.
A chuva finalmente ficou para trás e o céu azul começou a aparecer dando origem a umas paisagens diferentes das quais tinhamos visto últimamente com rios bem mais calmos.
A chegar a Christchurch foi hora de nos despedirmos da Queenie que se portou tão bem e que nos abergou na melhor maneira, já nos sentíamos em casa com os livros nas prateleiras, quadros pendurádos e tudo!
Custou tanto despedirmo-nos desta nossa "casa" que até mesmo umas das malas quis ficar agarrada à porta! Ficou o "estendal" típico montado no parque dos carros.

Christchurch é uma cidade moderna com ruas cheias de lojinhas, restaurantes bons e hoteis contemporâneos. Foi uma surpresa encontrar uma cidade assim aqui neste lado do mundo.
Não tirámos fotografías devido a um problema técnico da nossa câmara. Fica na nossa memória...

Friday, December 11, 2009

Dificuldades técnicas

A electrónica deu os ares de sua graça; estamos com problemas técnicos.
A internet que utilizamos não nos deixa fazer uploads de fotografias, a máquina fotográfica deixou de fazer zoom e focar e por último, e não com menos importância, a bússola do relógio do Cylon deixou de marcar o Norte.
Enfim, precalços...
Mas de resto está tudo na maior!

Esperemos dar melhores notícias em breve.

Thursday, December 10, 2009

Toca a votar para o Último Destino

Temos que decidir urgentemente qual será o nosso último destino.
Vocês escolhem! O destino que tiver mais pontuações (1 voto por pessoa) será o escolhido para passarmos os últimos dias desta viagem de sonho.
Obrigado pela colaboração.

New Zealand, de costa a costa

Saímos de Kaikoura e finalmente sentimos os primeiros sinais de Natal. Esta ilha é tão deserta que não há qualquer vestígio de consumismo natalício, nem há nada para comprar, a não ser um bolinho ou outro.

Claro que as vistas do pequeno-almoço podem variar entre mar e montanha, a escolha foi óbvia...

É raro encontramos trânsito na estrada, mas um engarrafamento ou outro é inevitável. As ovelhas respondem ao latir dos cães e estes por sua vez aos assubios dos pastores. Ou os cães não eram muito eficientes, ou a pastora falhou em alguma coisa!Fizémo-nos à estrada, numa média de 60km/h (as estradas não permitiam mais...) que deu para vermos todas as paisagens ao pormenor.
No sopé das montanhas de Hanmer Springs encontrámos umas piscinas de água quente sulfurizada.
Ainda ficámos de molho uma boa meia-hora, mas a água a 41º obrigou-nos a sair e continuar viagem em direcção aos Glaciares Fox e Franz Josef.
Depois de atravessarmos a ilha de costa a costa, de Este a Oeste, sentimos o mau tempo a aparecer, chuva forte acompanhada com o nevoeiro denso não nos deixou vermos o Fox Glaciar nas devidas condições; algumas estradas estavam cortadas devido às cheias provocadas pelas chuvas e pela água a descer do glaciar. A força da água era sentida pelo barulho ensurdecedor que percorria os vales destas montanhas.

Wednesday, December 9, 2009

Quiz 2 - Resposta

Parabéns aos vencedores, Anonymous quem é?), Tomás, Diogo Couto e João Guimarães Marques.
A árvore de Natal é sem dúvida o KZ1. O mega barco Neo Zelandês com cerca de 30 tripulantes, que foi derrotado na America's Cup em 1988 sem vencer qualquer regata contra o catamarã Americano Star & Stripes com apenas 8 tripulantes a bordo, gerando assim uma discussão polémica em volta deste tema, sendo até à data a unica edição onde entrou em prova um multicasco.

Mais pormenores em: http://www.americascup.com/en/acclopaedia/circlinggalaxy/bateau.php?idContent=4569&idRubr=74

Não encontrámos melhor ângulo para tirar as fotografias, mas aqui fica o registo.

Monday, December 7, 2009

New-Zealand, Kaikoura

Arrumámos os calções e as Havainas na mala e tirámos as camisolas e os casacos. Chegámos a ilha Sul da Nova-Zelândia.
Depois de uma brevissima paragem em Auckland, voámos a Christchurch, para pegarmos na nossa campervan e seguirmos caminho.

A paisagem desta ilha é qualquer coisa de magnífica, os tons de verde são completamente fluorescentes salpicados pelos lombos brancos das ovelhas a pastarem. Até o campo mais selvagem parece arrumado ao pormenor; como se estivessemos a passear num quadro muito bem pintado sem nenhum risco a sair por fora.
Começámos a descer as montanhas e rapidamente chegámos ao mar. Até aqui o azul era diferente de qualquer outro azul que tivéssemos visto.
Parámos em Kaikoura, destino especial em vida marinha; pode-se ver baleias, nadar com golfinhos, ver focas, e outras tantas aves de água salgada.
Esta pequena e simpática vila onde a natureza é a protagonista principal, situa-se entre montanhas nevadas e o mar cheio de fauna. Mas o interessante aqui é que as tais montanhas verdes morrem directamente no mar. Talvez por isso seja tão especial e acolha esta variedade de animais e de visitantes.
Fomos dar uma volta junto ao mar, que acabou por ser um trekking de 3h. Entre as rochas à beira-mar, começámos a ver umas cabeças escuras a sair da água e a procurar um lugar quente ao sol. Declaradamente trocámos as nossas fotos dos Koalas pelas focas. Embora simpáticas, uma ou outra mostrou os dentes (2), e apesar de poucos, metiam muito respeito! Acreditamos que se alguma se vingasse da nossa invasão do seu território, que conseguiríamos correr mais rápido que elas. A prova dos 9 não foi feita, mas também o cheiro nauseabuno levou-nos a não aproximarmos mais de 3 metros delas.
Fomos expulsos deste território pelas gaivotas, sim, gaivotas. Além do seu gritar ensurdecedor, começaram a sobrevoar-nos em vôos razantes e picados tal e qual filme de Hichcock. Só mais tarde nos apercebemos que estávamos muito perto dos ninhos cheios de crias.

O passeio continuou e do mar passámos à montanha, onde aqui com mais altitude, deu para ver a fusão destas duas realidades.
Já cá em baixo a nossa Campervan esperáva-nos para aproveitarmos os últimos momentos a tomar uma bebida a ver o mar. Nada mal!O jantar foi um churrasco com mesa posta e copos de vidro. Até os patos vieram fazer-nos companhia!