Tuesday, January 19, 2010

USA, New York Cultural

O dia amanheceu como qualquer dia de inverno em NYC; gelado!
A caminho das visitas culturais que se aproximavam, passámos uma vez mais por Central Park para andar em cima do lago gelado sem supervisionamento, claro que levámos uma chamadinha de atenção...
A primeira paragem foi no MOMA, mega museu de arte contemporânea. Ficámos ainda umas horas a vaguearmos entre diversas obras de arte.
O mítico Guggenheim não pôde faltar no nosso itinerário. No exterior sentimos o imenso bloco de linhas modernas "encaixado" entre os edifícios vizinhos mais antigos e no interior uma massa de espaço vazio a expôr as exposições que por ali passam. Para acabar com o programa cultural, passámos pelo Metropolitan. Aqui as salas renascentistas dão passagem a outras modernas numa harmonia constante. Este museu expõe um número incrível de obras de arte que vão desde o periodo Bizantino até aos dias de hoje passando por todas as épocas e estilos artísticos.Mesmo antes do sol se pôr, fomos atravessar a Brooklin Bridge. À medida que fomos avaçando o frio foi aumentando juntamente com a vista de NYC que ficou desenhada em tons dourados.
O dia acabou em mais um restaurante Nova-Iorquino para nos aquecermos das temperaturas que não paravam de baixar.

Saturday, January 9, 2010

USA, New York

New York finalmente chegou ao nosso itinerário e com isso, o frio e os nossos amigos; Bé, "Banana" e Rui Nuno. Nada melhor que depois de 2 meses de viagem ter os nossos amigos e fiéis seguidores deste espaço a participarem na nossa aventura.
Aqui estão entre 2ºC e -4ºC, um frio que para alguns (eu) é bastante difícil de suportar. Mesmo assim, fazemos todos os possíveis para não parar e nada nos escapar nesta cidade gelada que nunca dorme.
Nada melhor que começar o dia a passear pelo Central Park vestido de branco. Cheio de neve fica quase silencioso e quase afastado da cidade frenética que está ali ao lado.Um dos pontos obrigatórios é também ir ao Ground Zero, onde as Twin Towers morreram e está a nascer um novo edifício que será certamente emblemático na cidade. Mesmo com o frio de rachar, lá estivémos a assistir a momentos da dita construção no frio de arrepiar.Wall Street estava ali ao lado e claro que não pode faltar a agitação típica deste bairro nervoso. Até nos contagiámos na hora de apanharmos um taxi, mesmo à nova-iorquinos!Depois do gelo frenético, fomo-nos refugiar no restaurante onde segundo dizem tem o melhor hamburger de NY.
Ao anoitecer e depois de umas belas caminhadas, não pudémos deixar de ver NYC à noite no topo do Empire State Building. Apesar dos 10ºC negativos, as vistas lá de cima são de facto impressionantes e dignas de qualquer cena de filme deste país.


Lá de cima, vimos o Rockfeller Center onde os patinadores no gelo nos chamaram e também Times Square a iluminar o ambiente.

Passado várias horas a percorrer os bairros mais emblemáticos da cidade e com temperaturas negativas, fomos festejar os anos da Bé a um dos restaurantes mais trendy da cidade.
Além disso, como este mundo é pequeno e Manhattan ainda mais, encontrámos o Gutão, (irmão do Gutinho que nos visitou em Buenos Aires) e a Bea que nos acompanharam no brinde final.



Friday, January 8, 2010

Panamá, Isla Contadora, Alive

Fomos ao aeroporto de vôos domésticos no Panamá City e apanhámos o primeiro avião para uma ilha quente, de areia branca e de água cristalina do Pacífico para nos despedirmos do calor antes de regressarmos ao frio europeu.
Isla Contadora, descrita como uma ilha encantadora, pertence a um arquipélago chamado Islas Perlas onde na altura do domínio espanhol, se colhia pérolas e eram contadas nesta ilha antes de irem para Espanha.
Enfim, depois de 20 minutos de tuc-tuc aéreo, chegámos à ilha de 300 habitantes e fomos recebidos da melhor forma pelo anfitrião do nosso hotel.
Situado numa praia de areia branca e água verde, o hotel pequeno abre as portas a qualquer turista que esteja lá instalado ou mesmo quem chegue de barco e queira lá passar o dia.
Nós não fomos excepção; andámos a vaguear pela ilha, aventurámo-nos a fazer a costa da ilha a pé e andar a correr atrás dos pelicanos curiosos que nos acompanharam.

Devem estar a perguntar porque não há umas fotografias a acompanhar estas descrições, mas já vão saber porquê:

Numa noite quente desta ilha, instalámo-nos na recepção aberta do hotel e montámos o nosso "escritório" para actualizarmos este espaço, passar as fotos da máquina para o computador, fazer algumas reservas de hotel para as noites seguintes e etc...
O Cylon foi o primeiro a ver um homem encapuzado a entrar no hotel e ainda tentou esconder a máquina fotográfica; foi logo "apanhado" nessa situação e imediatamente teve uma pistola apontada sendo obrigado a largar a máquina e a deitar-se no chão.
Sem perceber o que se passava, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi que ele estava a fazer umas flexões...!
Segundos depois o mesmo homem virou-se para mim com o seu "artefacto" e imediatamente deitei-me ao lado do Cylon no chão.
Ao mesmo tempo, estavam mais 4 homens a limparem o restaurante e todos os seus clientes.
A caixa forte estava ao nosso lado e toda a acção passou-se ali mesmo ao lado onde os ladrões saltavam por cima de nós.
Muita coisa passou-nos pela cabeça, mas além de nos terem "limpado" todos os nossos gadgets; computador, câmara, telefones, cartões de crédito, dinheiro, o importante é que nada nos aconteceu.
No dia seguinte, depois da viagem de volta ao "continente", estivemos horas a passearmos com a polícia panamense a fazermos as denúncias e a sermos transportados com todas as mordomias de um lado para o outro.





O dia acabou no melhor hotel de Panamá City para nos mimarmos um pouco.
Agora estamos recuperados e prontos para continuarmos a nossa viagem por este mundo, mesmo sem os nossos gadgets...

Tuesday, January 5, 2010

Panamá, Panamá City

Decidimos ir ao Panamá para aproveitarmos os últimos dias de temperaturas tropicais antes de regressarmos a Portugal.
Mal aqui chegámos a Panamá City, fomos ver o tão famoso Canal (como bons turistas que somos!).
Aqui apercebemo-nos da importância desta abertura de terra que liga o Pacífico ao Atlântico em todo o comércio mundial e foi uma emoção podermos assistir a estas passagens depois de termos estudado isto na escola.
A dimensão dos navios que passam por aqui é inacreditável, a maioria não deixa mais de meio metro de espaço nas margens das comportas do canal e mesmo assim a fila de espera é imensa!


Casco Viejo, o bairro antigo da cidade onde parece que o tempo parou; as ruas são estreitas, casas antigas fazendo lembrar Havana, ouve-se uma salsa de fundo e as pessoas passam parte do seu dia na rua, uns a pedir um pouco de pão ou a vender o que podem.
Aqui fomos almoçar a uma pracinha para fugirmos do sol abrazador.
Aqui começámos a ver de longe a cidade mais moderna onde os arranha-céus tomam lugar tal e qual uma cidade Norte-Americana.
Espalhadas pela cidade, velha ou nova, estão as mulheres indígenas enroladas em tecidos de padrões e cores espantosas e claro com umas feições inconfundíveis.
Uma vez que estes primeiros dias do ano são de festa permanente, fomos até ao hot-spot ver o que se passava. Aqui, juntamente com as indígenas e outros vendedores ambulantes, os vendedores de maçãs dão cor e sabor à marginal onde o festa acontece.
Todas as fotografias dos panamenhos foram tiradas às escondidas, porque nunca vimos um povo tão desconfiado e tão timido como este. A única foto que pedimos para tirar gerou uma crise de timidez inacreditável! (Claro que não faço ideia o que o Cylon lhes disse!?!!).
No meio disto tudo dá para ver os contrastes desta cidade; bairros ultra-modernos ao lado de outros ultra-antigos, barcos novos fundeados ao lado de uns verdadeiros chaços, Porsches Cayennes ao lado de autocarro super vintages... O único fio condutor é sem dúvida o espírito timido caribenho mesmo estando voltados para o Pacífico.